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A pista respirou novamente

  • há 19 horas
  • 3 min de leitura

A Apuama Launch Edition foi a festa que marcou o início de uma nova fase da Apuama e o lançamento da Apuama Music, nossa label de música eletrônica psicodélica. No dia 4 de julho, reunimos artistas locais e convidados de Porto Alegre no Kumaras, em Garopaba, para uma noite inteira de psytrance, passando por diferentes pesquisas e vertentes. Mais do que apresentar um novo projeto, a ideia era criar novamente um espaço de encontro para uma cena pequena, mas que ainda tem muita vontade de ouvir, dançar e estar perto da música.

Esse fim de semana do 04 de julho de 2026 começou com a chegada de Niobium, VORG, Piazer e Fernanda, que vieram de Porto Alegre para Garopaba.

E acho que uma das coisas mais legais de fazer festa é justamente isso que acontece fora da pista também. Receber os artistas, apresentar a Praia do Rosa, passear, conversar, comer junto, trocar ideia sobre música e passar um tempo sem aquela correria de aeroporto, passagem de som e horário de set.

A visita deles por aqui foi energizante e fez a festa começar muito antes de o som ligar no Kumaras.

No sábado tivemos uma mudança de última hora. A Kali Yuga ficou resfriada e não conseguiu vir, então o Niobium assumiu o primeiro horário e abriu a noite com progressive dark.


Depois veio o VORG, aprofundando o som e levando a pista para uma linha mais hipnótica e densa.

O 7Chakras entrou com o FullOn.

Depois tivemos o Mental Dreams, proposta do Roma de fazer essa passagem entre Mental Broadcast e Android Dreams. Ele começou no FullOn e foi conduzindo o som para um lugar mais escuro, fazendo a transição para o set do Piazer. Acho que ali já ficou bastante claro o quanto estava todo mundo com sede de psytrance em Garopaba.

E aí veio o Piazer.

O problema foi fazer ele parar.

Quando chegou o horário de terminar, a pista pediu mais. Depois pediu mais de novo. E mais uma vez.

Piazer foi praticamente chantageado a continuar tocando e tivemos três bis de vinte minutos.

A festa foi se estendendo porque ninguém queria ir embora e porque, sinceramente, parece que a região de Garopaba estava precisando de uma pista de psytrance novamente.


Uma pista pequena. Foram cerca de 60 pessoas. Mas quem estava ali foi para ouvir música.

E eu continuo achando que o público da Apuama é um público muito particular. É gente que acompanha o set, entende quando a música muda de caminho, aceita propostas diferentes e não precisa ouvir a mesma fórmula a noite inteira.

A pista respirou novamente.

Nada disso teria acontecido sem todas as pessoas que toparam fazer parte dessa noite, principalmente sabendo da realidade de uma festa pequena.

Obrigada a todos os artistas e colaboradores.


Ao Federico, que recebeu a galera e ajudou muito durante a passagem dos artistas por aqui.

À Larissa e à Thaís, do Kumaras, que não mediram esforços para receber todo mundo e fazer a festa acontecer. E a Chilling pela redução de danos com os filtros e piteiras que chegaram como brindes para a galera.


E, claro, a cada pessoa que comprou ingresso, compartilhou, chamou os amigos e apareceu. Uma pequena cena só continua existindo quando as pessoas decidem apoiar ela de verdade.

No domingo foi dia de recuperação.

Descanso, comida, churrasco e todo mundo reunido para ver o Brasil na copa de 2026 perder para Noruega

Faz parte.

Terminamos de cabeça feita, com a casa cheia, falando de música e já entendendo uma coisa: enquanto houver gente querendo ouvir psytrance por aqui, a gente vai continuar tentando criar espaço para isso acontecer.

Fotos Thaynne Andrade

APUAMA

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