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Roma (aka Mental Broadcast): da contracultura londrina ao psytrance global e a reinvenção

  • Foto do escritor: Apuama
    Apuama
  • há 12 minutos
  • 3 min de leitura

Roma Dias, conhecido internacionalmente como Mental Broadcast, é um dos nomes brasileiros com trajetória mais consistente dentro do psytrance. O que diferencia Roma não é apenas a longevidade, mas a forma como ele construiu credibilidade: primeiro como DJ, depois como produtor, e sempre com uma identidade sonora reconhecível hipnótica, firme, detalhista e voltada para pistas que gostam de progressão longa e envolvente.


O começo: Londres, squat parties e a escola do “DIY” A história de Roma na música eletrônica começa fora do eixo confortável. Segundo biografias publicadas em seus canais oficiais, sua “vida psicodélica” começa em 2002 em Londres, tocando em squat parties de acid techno, usando o nome “DJ Junior”. Esse tipo de ambiente (sem formalidade, com ocupações e festas independentes) costuma formar DJs com leitura apurada de pista, controle de energia e senso de timing — porque ali nada é “automático”. SoundCloud

Ainda nesses relatos, aparece um ponto importante: Roma foi convidado para tocar numa festa de Halloween em uma igreja ocupada em Swiss Cottage, onde conheceu Leon (hoje conhecido como Avalon). Impressionado, Avalon o convidou para tocar nas festas “Psychedelic Cookie”, em Brighton — um salto rápido que ajudou a consolidar sua presença na cena britânica daquele período. SoundCloud


Mental Broadcast: o projeto de estúdio que vira identidade de pista

Esse contato contínuo com a cena levou Roma a produzir. Em biografias replicadas em plataformas como Bandcamp e Beatport, consta que em 2006 ele lança o projeto Mental Broadcast, aprofundando a própria linguagem musical. Mental Broadcast+1


A discografia do projeto é bem documentada em plataformas de música e catálogo:

Signals (2011) — aparece no Bandcamp oficial do artista com data de lançamento em 03 de junho de 2011. Mental BroadcastDecoded (2016) — listado como álbum lançado em 2016 (também distribuído por 24/7 Records em Bandcamp e registrado em catálogos como Discogs). 24/7 Records+1

Android Dreams (2020) — lançado em 2020 pela Blacklite Records (Bandcamp/Apple Music/Spotify registram o álbum com esse ano). Blacklite Records+2Apple Music - Web Player+2


Essa sequência mostra uma evolução nítida: o Mental Broadcast mantém a mesma assinatura de groove e psicodelia, mas vai refinando peso, clareza e condução ao longo do tempo, algo que o público percebe tanto no estúdio quanto ao vivo.


O circuito e o “nome grande” sem caricatura

O próprio perfil do artista no SoundCloud cita a circulação por diversos festivais e tours na Europa, Ásia, Austrália e África do Sul (incluindo menções a Boom, Universo Paralello, Rainbow Serpent, entre outros). Eu trataria essa lista como um retrato de posicionamento de carreira (e não como checklist de “prova”), mas ela ajuda a explicar por que Mental Broadcast é entendido como um projeto global: há estrada e há consistência de entrega.



Subverso: um segundo projeto, mais progressivo, mais “fora da caixa”Subverso surge como uma extensão natural dessa trajetória: um projeto de progressive trance criado por Roma Dias, citado explicitamente nas bios do próprio Subverso. Instagram+1


Há também uma narrativa recorrente de que o projeto teve resposta rápida de labels e que o primeiro EP, Spiritual System, alcançou destaque em charts do Psy-Shop.

O lançamento “Spiritual System” aparece em plataformas de streaming e em publicação oficial de label no SoundCloud (IONO Music), com data de publicação em 2013. SoundCloud+1


Em termos de som, Subverso costuma operar com mais espaço, mais foco em progressão e um desenho mais “tech” — sem abandonar a psicodelia, mas mudando a forma de chegar nela. Para line-ups que transitam entre progressive, psy e techno, é um projeto que encaixa com facilidade porque conversa com diferentes “tribos” sem virar genérico.


O resgate do DJ Roma quando tudo começou em Londres

Para apresentar Roma no Apuama, vale fechar no ponto que dá sentido a tudo: antes de discos, before-after e “grandes festivais”, houve Londres. Houve 2002. Houve squat party de acid techno. Houve um DJ ainda como “DJ Junior”, aprendendo a segurar pista em ambientes sem roteiro, onde o que vale é técnica, coragem e presença.

É esse começo que ajuda a entender o “Roma de hoje”: um artista que não depende de hype para funcionar. Mental Broadcast e Subverso são duas faces do mesmo percurso — uma história que atravessa contracultura, estrada e estúdio, e volta para a pista com maturidade real.

 
 
 

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